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quarta-feira, 2 de junho de 2010

Tarde


 A tarde vem a golpes de martelo. A tarde vem de entortar ferro, mexer massa. A tarde não vem de graça, assim, dar o ar da graça. A tarde vem custosa, vem chorosa, no rosto suado. A tarde vem de mal grado, do desagrado da manhã inteira. A tarde é uma rasteira na lucidez do dia. É quando a agonia arregaça as mangas e amassa o peão que o patrão contratou.

3 comentários:

Angelina Miranda disse...

Texto bonito ! Tratando a dureza da realidade de forma poética, usando brilhantemente o jogo das palavras...

Poesia de Esquina disse...

Valeu!

Julia Mauro disse...

NÃO AO FECHAMENTO DAS OFICINAS CULTURAIS DO ESTADO, POR FAVOR SE PUDER AJUDAR, FICARIA MUITO GRATA!
http://navozdenos.blogspot.com/2010/06/nao-ao-fechamento-das-oficinas.html